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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Mundo Verde. Será mesmo?

Uma visitinha rápida a uma loja Mundo Verde , no centro do Rio de Janeiro, foi o suficiente para perceber que a marca, até então admirada por mim por oferecer deliciosos produtinhos naturebentos, tende a perder consistência em sua imagem. Isto porque sua filosofia “verde”, respaldada entre outras ações, por uma publicação quadrimestral focada em esportes, alimentação e meio-ambiente, segue por água abaixo. As sacolas plásticas são distribuídas generosamente, ao mesmo tempo em que salgados integrais são servidos em pratos e talheres descartáveis. Não há também preocupação alguma com a questão do lixo, que não é separado.

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Esse tipo de ruído no discurso da marca é muito comprometedor. Uma pena perceber que de verde aquele mundo não tem nada.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Da série "Diálogos equivocados com vendedores"

A figura me chega oferecendo um céu de vantagens. Eu que não quero dor de cabeça digo que vou pensar e sem sucesso, tento me desvencilhar. Mas a senhorinha insiste pra que eu fique com a promoção e separa de brinde pra mim três revistas amassadas.

- Agora só preciso do seu nome e endereço.
- Sabe o que é? Acho que tem muitos benefícios. Uma hora chega a conta...
- Mas qualquer problema é só você entrar na justiça.

É nessas horas que eu fico entre o riso e a apatia.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Como será a loja de sua próxima compra?

É interessante perceber como o varejo se renova a cada instante. Mudam as lojas, suas estruturas e seus conceitos, ainda que as motivações de compra pouco se alterem. Quer um exemplo? Há um tempo atrás, houve um boom de flagships – a loja-conceito que busca o fortalecimento da marca (geralmente a custos altíssimos).


Loja-conceito Citroen Flickr


Essa ideia hoje vem dando lugar a formatos e mecanismos diferenciados e mais enxutos. Além da consagração do modelo pop up store (loja temporária que explora determinada concentração momentânea de público), vemos pipocar também as lojas colaborativas, como por exemplo, a Endossa.


Flickr


Mas diante de tais adaptações, eu curto mesmo é a ideia da Esloúltimo, aberta em Barcelona: a partir do pagamento de uma inscrição, durante seis meses, você pode visitar o espaço a cada quinze dias e escolher cinco produtos, que na verdade, são amostras de lançamentos bem bacaninhas.

Flickr


E assim, fica claro que um novo tempo se estabeleceu para o varejo. Um tempo em que oportunidade e colaboração caminham coladinhos com uma baita experiência.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Deficientes viram clientes secretos

Foi lendo o blog Falando de Varejo, do Caio Camargo, que conheci a Shopper Experience. Presidida por Stella Kochen Susskind, a empresa está com um projeto muito bacana: capacitar deficientes para que eles atuem como clientes secretos, testando bens e serviços de variadas marcas. A iniciativa conta com a parceria de Mara Gabrilli, de quem sou muito fã. Publicitária, psicóloga e vereadora de São Paulo, ela é tetraplégica e ficará a cargo do processo de recrutamento e seleção dos profissionais com deficiência.

Um jeito inovador de proporcionar novas oportunidades de trabalho pra essa galera, ao mesmo tempo em que se incrementa o padrão de atendimento ao consumidor. O projeto é louvável e eu fiz questão de divulgá-lo aqui.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Livraria Cultura



Veja só como a Livraria Cultura, no Conjunto Nacional em São Paulo, soube explorar a questão da experiência no ponto-de-venda. Criou um ambiente extremamente lúdico, que convida o leitor a permanecer ali horas e horas, propiciando uma deliciosa e incessante troca de ideias, o que não ocorre nas compras online. Só isso já justifica uma visitinha a São Paulo. As fotos estão no Flickr do NOVAREJO.