Uma visitinha rápida a uma loja Mundo Verde , no centro do Rio de Janeiro, foi o suficiente para perceber que a marca, até então admirada por mim por oferecer deliciosos produtinhos naturebentos, tende a perder consistência em sua imagem. Isto porque sua filosofia “verde”, respaldada entre outras ações, por uma publicação quadrimestral focada em esportes, alimentação e meio-ambiente, segue por água abaixo. As sacolas plásticas são distribuídas generosamente, ao mesmo tempo em que salgados integrais são servidos em pratos e talheres descartáveis. Não há também preocupação alguma com a questão do lixo, que não é separado.
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Esse tipo de ruído no discurso da marca é muito comprometedor. Uma pena perceber que de verde aquele mundo não tem nada.
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sexta-feira, 10 de setembro de 2010
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Como será a loja de sua próxima compra?
É interessante perceber como o varejo se renova a cada instante. Mudam as lojas, suas estruturas e seus conceitos, ainda que as motivações de compra pouco se alterem. Quer um exemplo? Há um tempo atrás, houve um boom de flagships – a loja-conceito que busca o fortalecimento da marca (geralmente a custos altíssimos).
Essa ideia hoje vem dando lugar a formatos e mecanismos diferenciados e mais enxutos. Além da consagração do modelo pop up store (loja temporária que explora determinada concentração momentânea de público), vemos pipocar também as lojas colaborativas, como por exemplo, a Endossa.
FlickrMas diante de tais adaptações, eu curto mesmo é a ideia da Esloúltimo, aberta em Barcelona: a partir do pagamento de uma inscrição, durante seis meses, você pode visitar o espaço a cada quinze dias e escolher cinco produtos, que na verdade, são amostras de lançamentos bem bacaninhas.
FlickrE assim, fica claro que um novo tempo se estabeleceu para o varejo. Um tempo em que oportunidade e colaboração caminham coladinhos com uma baita experiência.
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quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Bebida para acalmar os ânimos
Nada de cafeína. Adrenalina, também não obrigada. Parece que a novidade agora nos Estados-Unidos são as bebidas relaxantes ou anti-energéticas (o novo acordo ortográfico tirou este hífen?), como são conhecidas. No mercado desde 2007, elas ainda representam uma pequena fatia de mercado, que a cada dia ganha mais adeptos, pessoas que já não se identificam com esse ritmo tão frenético. O produto está em sintonia com duas grandes tendências: alimentos e bebidas funcionais e o tal do movimento slow, que propõe uma vida mais plena e desacelerada. Na matéria, há quem diga que num mesmo dia, você pode tomar uma bebida energética e outra relaxante, de acordo com a situação, mas sei não. Te cuida, Red Bull.
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Sim, essas bebidas, acreditem, possuem efeitos colaterais.
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Sim, essas bebidas, acreditem, possuem efeitos colaterais.
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sexta-feira, 12 de junho de 2009
Hermès e seus crocodilos

Recentemente, a gente aqui sentou o pau na Fendi, grife italiana que se apropriou do discurso ecológico para lançar uma bicicleta cujos acessórios são revestidos em couro e pele. Um tanto incoerente, não? Além disso, o preço da bike em sua versão completa - 10 mil euros - desequilibra qualquer um. Mas nem tudo está perdido. Olha essa. A Hermès, muito antenada, decidiu criar os próprios crocodilos para produzir suas bolsas e acessórios, numa excelente demonstração de que é possível rever ações, adequando-se à nova realidade, sem abrir mão de um posicionamento. Um luxo.
terça-feira, 21 de abril de 2009
Flash Mob
Semana passada, rolou em São Paulo o No Pants, uma ação de Flash Mob que tinha como proposta tirar as calças em nome do conforto e da liberdade de expressão. (hã?)
Vamos por partes. A gente explica o que é Flash Mob, depois a gente não entra em julgamentos do tipo “Por que não se manifestam a favor de uma causa decente?” e por último, a gente vê o que isso tudo tem a ver com consumo.
Bom, Flash Mob são aglomerações instantâneas em lugares públicos, com o objetivo de realizar uma ação inusitada.
Os movimentos são combinados e divulgados quase que exclusivamente no meio virtual e a idéia é que as pessoas se dispersem tão rapidamente quanto se reuniram.
O Improv Everywhere é o grupo mais famoso no meio dos flash mobs.
O Improv Everywhere é o grupo mais famoso no meio dos flash mobs.
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Essa é a parte que a gente vai pular.
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Beleza, e onde entra o consumo nisso tudo?
Algumas marcas já perceberam o Flash Mob como ferramenta de comunicação. Ou seja, neste caso, as pessoas agem em favor de uma marca, participando de sua construção e mais, gerando mídia espontânea. E concorda que para isso um vínculo afetivo é essencial? Afinal, só a emoção pode explicar o que motiva essas pessoas a se reunirem para modificar o meio urbano, seja em movimentos como o NoPants ou num Flash Mob promovido pela Coca-Cola. E emoção e experiência caminham juntas aqui.
É bem verdade que tendo em vista as circunstâncias, o nosso consumo hoje está bastante pautado em informação e preço,
É bem verdade que tendo em vista as circunstâncias, o nosso consumo hoje está bastante pautado em informação e preço,
mas as marcas do coração serão sempre válvula de escape.
E por elas, a gente se mobiliza.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Consum – Authors. The generations as creative enterprises
Na edição de fevereiro da revista dObras (a publicação é quadrimestral), lá no finalzinho, Sabina Deweik fala do livro Consum – Authors. The generations as creative enterprises,
que será lançado em breve no Brasil, e entrevista Francesco Morace, presidente do Future Concept Lab, instituto de pesquisas de tendências de consumo, com sede em Milão.
Sabina explica que a proposta do livro é abordar um novo consumidor, cada vez mais ativo em suas escolhas. Para isso,
são analisados diferentes grupos geracionais, através de seus valores, modo de pensar, comportamento e vida cotidiana.
Na hora me lembrei de uma pesquisa que postei aqui, a respeito dos diferentes perfis da classe C. Agora eu pergunto: por que ainda insistem na segmentação simplista do tipo homem AB, 18 a 30 anos, se o modelo psicográfico é tão mais rico?
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Você encontra a revista na Livraria da Travessa.
que será lançado em breve no Brasil, e entrevista Francesco Morace, presidente do Future Concept Lab, instituto de pesquisas de tendências de consumo, com sede em Milão.
Sabina explica que a proposta do livro é abordar um novo consumidor, cada vez mais ativo em suas escolhas. Para isso,
são analisados diferentes grupos geracionais, através de seus valores, modo de pensar, comportamento e vida cotidiana.
Na hora me lembrei de uma pesquisa que postei aqui, a respeito dos diferentes perfis da classe C. Agora eu pergunto: por que ainda insistem na segmentação simplista do tipo homem AB, 18 a 30 anos, se o modelo psicográfico é tão mais rico?
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